Neste mês, cujo o tema são os casamentos, nada como falarmos do futuro da advocacia e dos profissionais que se assemelham a esta profissão! Aproveito para o dedicar a todos os meus amigos desta área que tanto prezo!

A conhecida série americana “Suits” consiste essencialmente num advogado sobredotado que conseguia lembrar-se de páginas do código penal em segundos devido à sua memória fotográfica. Porém exercia ilegalmente devido a não ter uma licenciatura nessa área.

Neste caso o Ross, como lhe chamaram, presumivelmente um nome inspirado no personagem da série, é um Advogado Virtual com recurso à inteligência artificial! Capaz de inspecionar mais de 10 000 páginas por segundo, é também capaz de formular uma resposta bem mais rápida do que qualquer outro advogado “humano”.

Para termos uma noção das capacidades deste robot, é eficiente ao ponto de auxiliar outros advogados a prepararem casos devido às citações legais que fornece com base no código penal e a sugerir mais artigos para o estudo desse caso. Devido a estes factos consegue calcular uma taxa de confiança para os advogados de modo a terem mais certezas dos fundamentos na defesa dos seus casos.

De salientar que quantos mais casos forem apresentados a este robot, mais ele aprende, devido a deter a tecnologia de machine learning.

Inventado por uma empresa piloto da Universidade de Toronto, este robot é capaz de analisar julgamentos em tempo real e dessa forma obter resultados que originaram jurisprudências de forma a alertar o advogado para melhorar o seu caso e, caso este verifique uma ameaça, tenta corrigir com a legislação em vigor.

Richard Susskind, professor, autor, conferencista e conselheiro governamental, num livro que lançou com o nome de Tomorrow’s Lawyers, defende que o futuro da advocacia passa exatamente por isto, onde deixarão de existir advogados humanos e passarão a existir advogados robots, com inteligência artificial.

O Ross, já funcionou na prática numa empresa americana que o implementou para fazer parte do seu departamento de gestão de falências em conjunto com mais 50 advogados (humanos). A presença de Ross gerou muitas críticas pelos profissionais. Estes defendem que esta tecnologia deveria servir para auxiliar e não para substituir.