Já no passado foi escrito um artigo devido ao facto das crianças com fobia de vacinas superarem esse mesmo medo com recurso a uma aplicação de realidade virtual. Desta forma surge uma nova aplicação mas para quem tem medo de andar de aviões.

Segundo estudos já feitos, a psicóloga Cristina Albuquerque, psicóloga clínica e especialista em fobias de voo, refere em entrevista à sapo lifestyle que “muitas vezes a pessoa acaba por não desfrutar da estadia com a preocupação do regresso. O que podiam ser uns dias de descanso, transformam-se num tormento.” Nessa mesma entrevista a psicóloga refere também que “Existem estudos que estimam que 20 por cento dos passageiros ingere álcool ou automedica-se para tornar a viagem mais suportável”.

Perante o problema apresentado, a aplicação que nasce para combater esta fobia chama-se “Psious”. Esta aplicação é utilizada por um psicólogo, Rivas-Vaciamadrid, no seu consultório numa cidade próxima de Madrid. O El País, refere na sua reportagem sobre o psicólogo, que para ir à sua consulta, apenas precisa de levar o seu Smartphone, uns óculos de realidade virtual e a aplicação já instalada.

Como exemplo foi dado um teste a um paciente que trabalha na área da informática, e este acredita que a tecnologia o pode ajudar a superar os seus problemas.

No vídeo abaixo pode ver-se a aplicação em funcionamento:

Citando o jornal El País:

“Dezenas de estudos e revisões avaliam o uso desta técnica imersiva igualando-a em eficácia à terapia de exposição. No caso da fobia a aviões e do medo de falar em público, os que foram submetidos a tratamento com realidade virtual abandonaram-no em menor medida) e de enfermidades relacionadas com o stress (stress pós-traumático, dor patológica, transtornos de adaptação) melhoravam levemente os resultados dos tratamentos convencionais. Comparando este tipo de terapia com outras por meio de um computador com terapeuta ou auto-administrada, os pacientes a preferiam.”

De frisar que tecnologias de realidade virtual foram testadas em várias enfermidades psicológicas, nomeadamente em funcionários de atendimento das linhas de emergência do 11 de Setembro, onde foram conseguidos bons resultados.

Fontes:
El País
Sapo Lifestyle